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18 fevereiro 2010

Solidão

Ó solidão! À noite, quando, estranho,
Vagueio sem destino, pelas ruas,
O mar todo é de pedra... E continuas.
Todo o vento é poeira... E continuas.
A Lua, fria, pesa... E continuas.
Uma hora passa e outra... E continuas.
Nas minhas mãos vazias continuas,
No meu sexo indomável continuas,
Na minha branca insónia continuas,
Paro como quem foge. E continuas.
Chamo por toda a gente. E continuas.
Ninguém me ouve. Ninguém! E continuas.
Invento um verso... E rasgo-o. E continuas.
Eterna, continuas... Mas sei por fim que sou do teu tamanho!

Pedro Homem de Mello, in "O Rapaz da Camisola Verde"

6 comentários:

Petra Mafalda disse...

Bela foto!

Leonel disse...

Belissima! nada poderia dar mais sentido a esta excelente fotografia do que o poema que a acompanha.
parabéns

Hugo de Macedo disse...

Fotografia fabulosa, Andreia...cor, enquadramento e o poema...fantástico.

Adorei, beijinho :)

Olga disse...

Linda a foto. Excelente a escolha do poema. Beijinhos.

Hellag disse...

bela Andreia

Angy disse...

Embora triste, ela tem vida, tem verdade, tem encanto.

Adorei a foto!

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