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24 agosto 2010



Creio que irei morrer.
Mas o sentido de morrer não me move,
Lembro-me que morrer não deve ter sentido.
Isto de viver e morrer são classificações como as das plantas.
Que folhas ou que flores têm uma classificação?
Que vida tem a vida ou que morte a morte?
Tudo são termos onde se define.

Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"
Heterónimo de Fernando Pessoa



4 comentários:

Andreia disse...

Não estou à espera da morte, não tenho ideias macabras, não desejo morrer... é uma foto como tantas outras... mas com um significado mais mórbido...

Edward Gryffindor disse...

Tambien puede ser una prueba de amor; quien no ha dicho " me muero por tus huesitos".Curiosa toma. Saludos

Hugo de Macedo disse...

Excelente. O poema trouxe imenso valor a esta fotografia, acertaste bem na escolha.

Luz disse...

Escolha excelente, fotografia e poema. Sente-se mais força na imagem, assim como no poema.

Bjnh da Luz

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