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11 setembro 2010

Chuva



As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir
Há gente que fica na história
da história da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir
São emoções que dão vida
à saudade que trago
Aquelas que tive contigo
e acabei por perder
Há dias que marcam a alma
e a vida da gente
e aquele em que tu me deixaste
não posso esquecer
A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera
Ai... meu choro de moça perdida
gritava à cidade
que o fogo do amor sob chuva
há instantes morrera
A chuva ouviu e calou
meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade

Mariza 

4 comentários:

CarlaSofia disse...

Fantástica imagem!

Chousa da Alcandra disse...

Diante de tanta delicadeza, un xa non sabe se quer ser pingueiriña ou tal vez a herba que as acolle...

Jorge C. Reis disse...

Belíssima !!!

Zondra Art disse...

Beautiful!!!

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